Resenha de Meu Amor das Estrelas: dorama sobrenatural que marcou época, da autora de ‘Pousando’

My Love From The Star é um daqueles clássicos obrigatórios que acabou inspirando muitos doramas por aí – mais um sucesso para a conta da Park Ji Eun, que mais recentemente escreveu Pousando no Amor (2020).

No ar pela SBS entre 2013 e 2014, You Who Came from the Stars conta a história de uma atriz famosa e rebelde que encontra um alienígena cínico que esconde sua identidade desde o período Joseon. Com uma história entrelaçada no passado (clássico!), ambos acabam se apaixonando por sua semelhanças em vidas solitárias e aprendem a equilibrar suas personalidades únicas conflitantes.

A autora também assinou A Lenda do Mar Azul e Os Produtores, nos quais individualmente os atores principais participaram também (Kim Soo Hyun é o protagonista de Produtores, e Gianna é a sereia de A Lenda). Olhando por cima desses títulos, vemos uma preferência da roteirista por dramas nos quais dois mundos distintos se chocam. No caso, Meu Amor das Estrelas é um precursor desse estilo e se tornou uma grande referência, um clássico mesmo, tanto pela trilha sonora – especialmente a música da Lyn “You Are My Destiny” (abaixo) que virou um grande meme dos dorameiros -, quanto pela relação sobrenatural dos dois. Para ter uma ideia de sua popularidade, a Metro Manila, das Filipinas, fez sua própria adaptação da obra em 2017.

Boa parte do sucesso da história até hoje é baseado na peculiaridade da trama e na fama dos atores principais – e boa parte do sucesso deles também se deve a esse título. No elenco, duas grandes estrelas – para fazer um trocadilho que não é exagero. Kim Soo Hyun é um dos mais aclamados galãs das telinhas coreanas, que esteve ausente por conta do serviço militar, mas fez um retorno em uma participação triunfal de Hotel del Luna (2019). Ele é o mocinho pobre de Dream High (2011), o rei de A Lua que Abraça o Sol (2012), o estagiário ingênuo de Produtores (2015) e protagonista no mais novo – e excelente – dorama do Netflix de junho de 2020: It’s Okay to Not Be Okay. A seu lado, está a atriz Jun Ji Hyun (também conhecida como Gianna Jun), protagonista de A Lenda do Mar Azul (2016), da adaptação Blood: The Last Vampire (2008), e do filme popular My Sassy Girl (2001).

Participações especiais

Alguns membros a mais do elenco podem te animar a assistir. Por exemplo, a Bae Suzy fez uma participação especial fazendo referência a sua famosa personagem Go Hye Mi, que foi par romântico de Soo Hyun em Dream High (2011). Além disso, a Yoo In Na, que fez a Sunny de Goblin, está aqui em um de seus primeiros papéis mais memoráveis depois de Secret Garden (2010), sendo a melhor amiga que vive às sombras da grande atriz. O protagonista polêmico de Cheese in the Trap, Park Hae Jin, também dá o ar da graça em um vilãozinho.

A história

Elenco devidamente apresentado, vamos à história e motivos para gostar ou não do dorama, além de explicar por que tanto burburinho por trás do título. Em primeiro lugar, vamos considerar que foi ao ar em 2013, ou seja, é uma história bem romântica, melosa e dramática, com toques de humor pastelão e melodrama. Se você não gosta de romances convencionais, pode ficar atraído pelo fato de os personagens serem de raças diferentes, mas se não tolerar o clima de histórias antiguinhas, não passe perto – mas vai perder um título muito importante da história dos doramas.

O toque sobrenatural dá um gostinho de livro young adult (Crepúsculo, A Hospedeira, e afins), mas de uma maneira mais fofinha, bem trabalhada e saborosa, com um protagonista superpoderoso. Para quem descobriu doramas pelo Netflix, digamos que é um Pousando no Amor daquela época.

Tem um bocado de inovação aqui no mundo do kdramas (ao menos, desconheço outro título predecessor que falasse de extraterrestres num contexto amoroso, mas se estiver errada, comente, por favor) e eu diria mais: o alienígena está mais para um tipo de ser imortal com poderes do que para alien verde cabeçudo estereotipado que estamos acostumados. Acho que um generoso gole foi bebido desta fonte para fazer muitos roteiros depois, especialmente aquele que tanto amamos de um certo ser imortal e sua noiva, anos depois – não querendo diminuir nenhuma das duas de nenhuma maneira, pois são obras diferentes e especiais a sua maneira, mas Meu Amor das Estrelas fez um sucesso tão absurdo que acabou estimulando o gênero de romance sobrenatural. Ainda bem!

São 20 episódios, e devido ao sucesso estrondoso da época (reteve em média 25% da audiência em cada um deles), foi estendido para 21. Confesso que pelo menos uns 5 são fillers (a famosa encheção de linguiça) bastante cansativos, mas no final de tudo, é uma boa história que aquece o coração, falando mais sobre a solidão extrema vivida por pessoas que têm tudo e estão cercadas por todos, mas, ao mesmo tempo, são abandonadas e mal compreendidas por seus públicos.

Às vezes um pouco tolo, às vezes um pouco repetitivo, mas inegavelmente uma obra única, marcante, e que também é muito recomendada para iniciantes do mundinho do “Drama Land”, por seus elementos noveleiros fortes que marcam esse gênero. Se algo parecido veio depois, nem tem como comparar, pois My Love fez antes e fez melhor.

Se eu acho que vale a pena? Com certeza! É um classicão, cheio das coisas que “dorameiras raiz” vão sentir o coração aquecer. Não espere nada além de uma trama para ver no conforto de um cobertor e você estará bem. Kim Soo Hyun é um dos meus atores favoritos, pois é convincente de rei, alienígena ou médico, seu olhar é profundo e percebe-se que tem uma entrega sensacional. Difícil é ficar indiferente a ele.

O que ver parecido com ele?

Goblin (2016) sem dúvidas vem à mente por causa da dinâmica do casal e no aspecto “imortal”, superpoderoso e que aparece nos momentos de dificuldade da protagonista. É uma boa indicação para quem gostou de um deles, mas achei Goblin mais dramático, enquanto “My Love” é mais comédia romântica.

Outros dramas da autora, como A Lenda do Mar Azul, bebem da mesma fórmula, mas, particularmente, achei “My Love” mais envolvente – o ator ajuda muito.

Se procura um doraminha com uma atriz e um “plebeu”, mas sem a parte sobrenatural, pode ser uma boa ver Yoo In Na, a melhor amiga da protagonista finalmente estrelando um dorama (é a mesma que faz a Sunny, do Goblin) em “Toque seu Coração“. Agora, se por acaso ainda não assistiu a Pousando no Amor, essa é sua pedida!

3 comentários em “Resenha de Meu Amor das Estrelas: dorama sobrenatural que marcou época, da autora de ‘Pousando’

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  1. Realmente um drama apaixonante que vale muito a pena conferir. Novata que sou neste mundo da “drama land”, foi um dos primeiros dramas que assisti e, claro, não consegui ficar indiferente a este deus grego coreano, Kim Soo Hyun.

    Curtido por 1 pessoa

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