Primeira Vez Amor: resenha da 2ª temporada – quem fica com a Song-Yi?

O final de Primeira Vez Amor, ou My First First Love (2019) chegou na Netflix em julho e sua segunda temporada nada mais é do que os 8 episódios restantes dos tradicionais 16 que todo fã de dorama já está acostumado. Para saber mais sobre a primeira parte ou se você caiu aqui de paraquedas, veja aqui a resenha. Vou colocar o final protegido, assim, quem quiser ver, é só grifar a parte. Vamos lá!

Fiquei com medo do ótimo ritmo vivo e digno de maratona começasse a se perder e virasse bobo ou piegas na segunda parte. Eu não poderia estar mais enganada! A segunda parte de Primeira Vez Amor é ainda melhor do que a primeira, mostrando que uma boa comédia romântica não precisa de mal entendidos de última hora, enrolações em volta de um segredo, pais malignos ou uma tragédia repentina para conquistar o coração do público.

Todos os personagens têm seu desenvolvimento e mostram um outro lado nesta segunda parte. Os bonzinhos mostram seu lado com raiva, os reservados revelam o coração e todos mostram lágrimas e uma evolução notável de seus personagens.

Nada foi deixado para trás aqui. Alguns temas não foram abordados com profundidade, porque faltava tempo, como a questão da família da GaRim, mas não senti que ficou corrido, sem pé nem cabeça. Parece que tudo que era mais fundamental foi abordado no cerne de todos os temas, fechando como deveria, com um gostinho de quero mais, podendo ser desenvolvido por mais tempo, mas satisfatório.

“Eu assumo daqui” (SOCORRO ESSA CENA)

Temos também beijos e abraços muito fofos, principalmente do casal secundário, que é tão gracioso e faz você torcer ainda mais por eles nessa segunda parte.

Sobre quem fica com a Song-Yi no final, eu achei ótimo, não necessariamente por QUEM fica, mas porque o caminho até ali fez muito sentido, foi construído e ninguém foi completamente descartado ou vilanizado. Todos os envolvidos no relacionamento tiveram um aprendizado e conseguiram usar aquela experiência para algo maior. Consegui entender todos os lados, por que cada um agia daquela forma e, por isso, achar que as desfechos foram adequados.

Agora um parágrafo de spoiler sobre com quem a SongYi fica e que você pode pular ou selecionar e ler:

Coitado do Dohyun. Ele ficou sozinho e se ferrou a segunda parte toda. Que azarado. Eu me apaixonei tanto pelo Jin Young! É muito triste pensar que ele entrou nesse relacionamento já perdendo e sem possibilidade de avançar. Porém, foi bom que eles não ficaram juntos porque isso o atrasaria e o impediria de ficar com alguém que realmente lhe daria o devido valor. Além do mais, o Ji soo merecia sair da friendzone nos doramas e finalmente ter seus sentimentos correspondidos! Os sentimentos dele pela Song Yi são palpáveis e o beijo do final é um dos melhores de todos os doramas. Foi ótimo.

Spoilers à parte, realmente saí satisfeita com o desfecho de todas as histórias. É claro que eu esperava algumas cenas, como um arco de redenção para a namorada do Tae-O, mas foi apenas um rumo diferente que a história tomou, não me desagradou. Fiquei um esperando que ela fosse desmascarada, mas gostei também como a série não insistiu tanto nesse conflito previsível.

Todos os personagens aqui se mostraram bastante humanos, com falhas perceptíveis, algumas atitudes questionáveis e uma perspectiva ampliada dos dois lados da história, que traz uma visão otimista e sonhadora, sem ser estúpida.

Fica também uma mensagem bem diferente dos doramas por aí sobre relacionamentos: “Não importa a intensidade dos sentimentos, mas a direção na qual eles vão”. É basicamente isso: no amor, vale mais a pessoa que quer caminhar ao seu lado.

Há também uma metáfora sobre as ferramentas que resume muito bem sobre o que é o dorama: todos os personagens estão tentando se encontrar no meio de uma bagunça que é crescer e ser um jovem adulto. No final, a sensação é a de que todos descobrem qual é seu lugar, mesmo aqueles que só estão no caminho para encontrá-lo. É um drama muito leve, que lembra muito o clima da primeira temporada de Age of Youth, dorama também no Netflix, que já fiz a resenha aqui.

O elenco é enxuto, dando para explorar bem os moradores da casa e seus atores são muito carismáticos, convencem nas cenas tristes e têm química entre si. São eles: Ji Soo (Tae-O), que fez Strong Woman, Weightlifting Fairy, Scarlet Heart e Sassy Gogo; Jung Chae Yeon (Song Yi), que além de brilhar no DIA e no I.O.I, tem feitos filmes e séries; Jin Young (Do Hyun), ex-líder do B1A4, que fez Moonlight Drawn By Clouds e ganhou um prêmio por isso em 2016; Choi Ri (Ga Rin), que fez a prima da Eun Tak em Goblin e também Come And Hug Me; Kang Tae Oh (Hun), do grupo de K-pop 5urprise.

A Lee Joo Eun, do DIA, também fez uma aparição especial, como bem foi notado pela outra autora do blog, a Haeshin. Ela ganhou algumas falas como amiga de Arquitetura da Song Yi. Talvez estejam testando ela para mais papéis?

Eu daria uma nota 8,5 pelas boas sensações, ritmo na medida e gostinho de quero mais. É um dos melhores doramas deste ano e uma excelente pedida para o catálogo da Netflix, em um dia que você quer maratonar algo que faça o tempo voar.

Um comentário em “Primeira Vez Amor: resenha da 2ª temporada – quem fica com a Song-Yi?

Adicione o seu

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: