Primeira Vez Amor – parte 1 [Resenha: My First First Love]

Primeira Vez Amor, ou My First First Love (2019), é um dorama do Netflix que estreou em abril, inicialmente com 8 episódios com ótimo ritmo e maratonáveis. É um remake de uma série chamada Because It’s My First Time, mas que no My Drama List já conquistou uma nota maior que seu antecessor (7 contra 8). CONFIRA A RESENHA DA SEGUNDA PARTE.

Chaeyoung e Jinyoung ♥

Nunca assisti a versão original, mas essa achei essa bem jovem, fresca, nova, com atores mais “atuais” e famosos. Isso foi muito atrativo. No elenco temos um time de idols. Jin Young, do B1A4 (torci muito por ele), Jung Chaeyeon (DIA), musa coreana teen que está brilhando na carreira, além do Kang Tae Oh, do grupo 5urprise (olha o nome do protagonista aí). O principal também carimbado em vários dramas é nosso sempre second lead melhor amigo que não poderia ser outra pessoa além do Ji Soo. Só a presença dele já traz a pergunta: será que ele vai ter o mesmo destino aqui? Foi uma boa sacada escalar o “eterno melhor amigo” para o papel.

Também chamado de Because It’s My First Love, a trama é a seguinte: em Yeonha-dong, em Seul, um aspirante a ator expulso de casa, uma herdeira chaebol fugitiva e uma amiga de infância despejada se juntam na casa de Yoon Tae Oh, um jovem estudante que tem muitos conflitos com sua família e que, teoricamente, não poderia dividir a casa com mulheres. A trama se desenvolve em volta dos relacionamentos desses personagens, mas é focada em Tae Oh e Song-i, dois amigos de infância que não têm uma tensão sexual latente, mas que acabam tendo que lidar com a chegada de um namorado para cada um deles e a dificuldade de dar um passo para trás na relação.

Além disso, temos a patricinha Ga Rin (Choi Ri,  de “Come And Hug Me”) e o músico Hun (Kang Tae-Oh), que estão aprendendo juntos os desafios do primeiro emprego versus a trajetória de um ator aspirante, que não é nada glamourosa. Eles são a ala cômica, mas são bem fofinhos e carismáticos juntos. Temos também a participação da Hon Ji Yoon (de “What’s Wrong Secretary Kim”), fazendo a namoradinha metida de arquitetura.


Antes que você saia correndo do triângulo amoroso clichê de amigos-namorados, saiba que esta história é bem natural e gostosa de assistir e dá para perceber, pelo menos nos primeiros 8 episódios, as nuances de amizade e romance, de forma bem próxima da realidade: eles não se interessam um pelo outro ao mesmo tempo, eles se relacionam com outras pessoas, não boicotam um ao outro e em muitos momentos só são amigos mesmo! Além disso, não necessariamente eles estão namorando crápulas horríveis. São personagens que têm falhas, mas podem estar em recuperação, e um deles é especialmente adorável e difícil de torcer contra.

Nos diálogos, eles evoluem em muitas questões de machismo e trazem para a atualidade. Em dado momento a protagonista questiona: “Em que era você vive?”. Isso e outros diálogos que fazem com que você se aproxime da história e dos personagens.

Um cara decente nunca faz a mulher que ama duvidar de si mesma

A dublagem

Por incrível que pareça (e talvez meu crivo esteja baixo, já que eles têm mandado muito material para estúdios de Campinas, que são conhecidos por fazer um trabalho mais barato), a dublagem está ótima!

Percebi que foi feita no Rio de Janeiro com um time classe A de dubladores e com interpretação e adaptações ótimas. Achei muito legal mesmo, dá para indicar para quem nunca viu dorama e ainda estranha o coreano. Até os nomes eles se esforçaram para falar e a maioria ficou muito legal – mas ainda tem problemas e isso é sempre uma dificuldade na adaptação da dublagem.

A única coisa grave é ainda a pronúncia e honoríficos. Não entenderam ainda o esquema dos apelidos “yah”  e “ah” no fim dos nomes como forma carinhosa, então o nome da Song-I (“Songuí”) virou Song-I-yah (“Sô-nhá”), que foi falado corretamente, mas provavelmente eles teriam mantido o “Songuí” se soubessem o significado. Apesar disso, achei o texto em português muito bem adaptado, sem mudar o significado das coisas e as vozes combinam muito bem. O que faltou mesmo foi pesquisa nas pronúncias (Tteokbokki virou “teóqui”).

A voz do nosso querido Ji Soo podia ser mais grave, mas a interpretação foi ótima e os diálogos são naturais e divertidos. Parabéns ao estúdio de dublagem que fez isso e aos dubladores. Quem xinga essa dublagem de forma muito severa é só pelo ódio modinha de dublado, porque o trabalho está bom, sinto que foi feito no mesmo nível que dublagens de séries americanas, então isso por si já é um avanço. Preciso reconhecer.

Assista ao trailer dublado:

Conclusão: é bom?

Não quero estragar o final da primeira temporada – opa! – mas isso é importante: a história não termina nos 8 episódios. Parece um teste de audiência e que os atores gravaram mais. Por isso, não pude fazer uma resenha melhor. Porém, os 8 primeiros valem muito a pena e estou ansiosa para ver os outros 8, com um pouco (muito) de medo de desandar, mas vamos aguardar se vai pela linha clichê ou quebrará o paradigma e se vai perdurar a maldição de solteirice do Ji Soo (torço pela segunda, desculpa, anjinho). CONFIRA QUEM FICA COM A SONG YI NA SEGUNDA PARTE DA RESENHA

Imagem traduz o espírito da série, como Age of Youth

A direção é do Oh Jin Seok, de “My Sassy Girl” (2017), que também traz uma proposta de leveza. Quem quer ver algo parecido enquanto aguarda novidades, pode tentar Age Of Youth, também no Netflix, que tem o clima leve e histórias de amigas universitárias que moram na mesma casa.

E você, o que achou da série? Gosta de triângulo amoroso? Continue a ler a resenha da parte 2.

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