Primeiras impressões de It’s Ok to Not be Ok: o dorama que vai salvar 2020?

Tudo Bem Não Ser Normal / Psycho But It’s Okay é o novo drama da Netflix de 2020 que sucedeu o esperado, mas um pouco decepcionante, O Rei Eterno. A história gira em torno de um carismático auxiliar de enfermagem em uma ala de psiquiatria (Kim Soo Hyun, de “Meu Amor das Estrelas” e o querido “Moon Embracing The Sun“) e uma escritora de livros infantis com uma personalidade excêntrica e assustadora (Seo Yea Ji, de “Save Me”). Ela é envolvida por vários escândalos por seu comportamento antissocial, e ele tem um passado traumático envolvendo um crime.

Com uma trilha sonora espetacular que soa como Goblin e Hotel del Luna, e um trabalho de edição primoroso com layers, transições muito criativas e bem feitas (por exemplo um ônibus que esta indo embora no passado dá partida e se funde com o que está no presente), It’s OK tem tudo para ser o mais belo k-drama de 2020, isso se não for também o melhor. A direção brilhante é de Park Shin Woo, de Jealousy Incarnate e Hyde Jekyll, Me.

Digo isso após assistir aos dois primeiros episódios, que já me capturaram de primeira. A história tem uma abordagem sensível e complexa sobre transtornos mentais, com uma excepcional atuação do irmão do protagonista pelo Oh Jung Se (de “Para Sempre Camelia” e “Toque Seu Coração“), que me lembrou o trabalho carinhoso do elenco do ótimo “It’s OK, That’s Love” – que tem uma sinopse parecida, porem invertida (um escritor e uma psiquiatra). Além disso, as nuances de mistério que devem explicar os traumas dos personagens começam muito interessantes.

Tem protagonista feminina fortíssima (mas já tem gente com receio que ela seja um novo tipo de Jo Yi Seo (feita pela Kim Dami, em Itaewon Class), que gerou antipatia por parte da audiência. Como eu mesma não me incomodei muito com Yiseo, eu estou amando a escritora Ko – e acho que ela passará por transformações. Pense em uma protagonista do Tim Burton (Noiva Cadáver, Estranho Mundo de Jack e Alice no Mundo das Maravilhas) e vai entender mais ou menos o que esperar. Quem viu Hotel del Luna também vai poder enxergar um tipo de irmã mais velha da querida Manwol, da IU, na personagem, seja pelos figurinos ou pela atitude dominante. Aliás, é esse tom desromantizado e desconstruído da figura feminina que mais me encantou nesse roteiro, da Jo Yong, que escreveu “After the Rain”, e “Jugglers” – mas, até então eu não conhecia.

Por enquanto, o dorama pareceu bem pé no chão e parece propor uma troca de aprendizado entre os protagonistas, não o amor curando magicamente tudo. Espero que o tratamento aos transtornos mentais continue respeitoso e com pé na realidade.

Se eu fosse mudar uma coisinha a princípio, seria a conexão do passado entre os protagonistas, mas até então está tão bem feito, que estou apaixonadíssima sim. Aguardemos uma resenha ao final dessa mais que bem-vinda série, que, para mim, começou nota 11. Para ficar ruim, vão precisar se esforçar muito para estragar! Altas expectativas para essa série., recomendadíssima até então.

Um comentário em “Primeiras impressões de It’s Ok to Not be Ok: o dorama que vai salvar 2020?

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  1. Só vejo um defeito nesse dorama: ter que esperar cinco dias para assistir ao próximo capítulo!
    Ele é perfeito demais e ainda estou em busca da bendita música da abertura!

    E falando em perfeição: Juri sempre precisa em suas resenhas!

    Curtido por 1 pessoa

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