[Resenha] Absolute Boyfriend (2019): opinião polêmica

Absolute Boyfriend (2019) é um dorama do Viki sobre a maquiadora de efeitos especiais Uhm Da Da (Bang Minah), que, após sofrer uma grande desilusão amorosa encontra um pacote contendo um robô humano programado para ser o namorado perfeito.

É uma adaptação do mangá Zettai Kareshi (2003), que já conta com outras versões televisivas. Introduzi a sinopse e minhas primeiras impressões mais detalhadamente nesse post.

Com 40 episódios, ou seja, 20 de uma série normal, Absolute Boyfriend começa bastante alegre, focado em humor, mas despenca de ritmo e entrega um produto final muito fraco.

A história mostra-se sem fôlego a partir do episódio 22, já que as problemáticas foram consumidas com a resolução parcial do arco da vilã – que é simplesmente intragável, mas vamos deixar isso para outro parágrafo. Eis que começam a inventar problemas e recontar elementos que já vimos. Um exemplo bom disso é o incidente do amendoim.

Mesmo dentro da proposta de entrar na fantasia e esquecer um pouco da lógica às vezes, não dá para entender o raciocínio do Ma Wang Joo (Hong Jong Hyun), que inicialmente resolve desconfiar não do vilão já revelado, mas do protagonista (Yeo Jin Goo), por causa de uma conversa sem sentido que ele ouviu. A partir desse momento, frases inacreditáveis começam a pipocar da boca dos atores a todo momento. Percebe-se que eles esforçam muito para tornar o roteiro menos ridículo, mas não dá para comprar com seriedade um adulto ameaçando outro porque acha (e só acha) que ele é um robô (!?!?).

Logo na sequência, Diana ataca novamente e começa um arco inteiro de filler, que pelo menos deu mais chance de Hong Jong Hyun deixar de ser um ex-namorado carente e babão, mas me faz sentir muita vergonha alheia.

Spoiler: (selecione o texto da caixinha)

POR QUE TINHAM QUE BOTAR UM OUTRO ROBÔ NA HISTÓRIA?

PERSONAGENS

Antes mesmo dos protagonistas, preciso dizer que esta personagem é tão insuportável que rouba a cena negativamente. Vamos falar de Diana (Hong Seo Young – “The Liar and His Lover”) e sua personalidade completamente mimada, má e lunática? Não há nada de carismático ou humano na personagem. Mesmo com sua história revelada, é muito difícil sentir empatia por ela. Como boa parte do elenco, parece que saiu da ala dos vilões de uma história infantil de conto de fadas. É um sacrifício vê-la na tela e faz você perguntar se mesmo podendo comprar um robô por 8 milhões de dólares, não tem ninguém que simplesmente pode dar um basta nela. Nem uma empresa tecnológica grande? Experimente fazer o que ela faz em uma loja da Apple.

Bang Minah (do grupo de K-pop Girl’s Day) mais uma vez convence como a protagonista sofredora sem dinheiro Uhm Da Da, mas sua relação com Zero Nine começa a ficar cansativa da metade para frente. A culpa não é dela, mas a da falta de história e porque ela tem falas muito surreais defendendo seu relacionamento com um robô.

Yeo Jin Goo (Orange Marmalade, Hotel Del Luna e Moon Embracing The Sun) é um ator teen queridinho, além de ser muito atraente e chamativo – cenas de beijo aprovadas! De vez em quando, achava difícil entrar na fantasia de que ele era um robô, porque ele parecia demais com um humano, principalmente no começo, com movimentos articulados e algumas reações espontâneas demais para uma criatura programada, mas os olhos fixos e a fala monótona ficaram bem. Mais para frente, percebe-se que ele fica evidentemente confortável com o papel, mas o personagem unidimensional não ajuda. Admirá-lo é um dos motivos para ver o dorama, mas ele entrega um material muito melhor em Hotel Del Luna.

Hong Jong Hyun (The King in Love e Scarlet Heart: Ryeo) foi minha principal razão para assistir a esse dorama. O personagem é um ator cheio de si, que começa detestável, mas depois é possível torcer por ele. Da metade para frente o personagem emburrece e ele fica atrás da protagonista como um cachorro, o tempo inteiro. O ator ganha uma reviravolta na série, mas senti muita pena dele e das cenas que ele precisou fazer no novo “twist”.

Apesar de divertido, não recomendo o dorama para uma maratona longa, porque enjoa muito facilmente, já que os conflitos se repetem e os relacionamentos desenvolvem muito pouco. Mesmo com um elenco esforçado, a história é boba e excessivamente prolongada – ainda assim, tem quem pergunte se vai ter segunda temporada, porque ela demora tanto e não conclui sua história. Não é provável que tenha segunda temporada de Absolute Boyfriend, porque a audiência lutou para conseguir 2%, com picos de 3% no Ibope coreano nacional.

Os personagens em volta dela são caricatas e possuem uma única camada, pois o roteiro não aprofunda. A proposta é essa, gritando a idade de seu material de origem (2003) e intenção de faixa etária.

No fim, a obra cumpre o papel de ser fofinho, engraçadinho e de entreter, motivo pelo qual muitas pessoas se apaixonam fácil pela trama. Isso funciona por algum tempo, mas depois, é uma grande bobagem, difícil de terminar, embora muitos sejam apaixonados por esse drama, não foi pra mim. Somente recomendo se você consegue abstrair muito em histórias de amor de robô, for extremamente apaixonado por um dos três principais, estiver começando a ver doramas agora ou tiver saudade da leva antiga de dramas românticos bem clichezinhos.

3 comentários em “[Resenha] Absolute Boyfriend (2019): opinião polêmica

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  1. Realmente esse drama é muito difícil de assistir. Parece que perdeu o ritmo. Eu mesma parei no ep.10, cansei! Gostei da sua crítica ao drama, estou contigo!

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