Resenhas de Kdrama

A Última Imperatriz: dramalhão da autora de A Cobertura é exagero que tinha potencial

“A Última Imperatriz” é um dorama sul-coreano do gênero suspense e romance, transmitido pela SBS de novembro de 2018 a fevereiro de 2019. O enredo se desenrola em uma Coreia do Sul fictícia, que opera sob uma monarquia constitucional. A série conta com um total de 52 episódios, cada um com duração aproximada de 35 minutos, mas Netflix condensou em 26. VINTE E SEIS.

A trama é centrada em Oh Sunny, uma atriz de musicais que se casa com o Imperador Lee Hyuk, apenas para se encontrar imersa em intrigas palacianas e lutando pela justiça após descobrir a corrupção e os segredos obscuros da família real.

A trama é centrada em Oh Sunny, uma atriz de musicais que se casa com o Imperador Lee Hyuk, apenas para se encontrar imersa em intrigas palacianas e lutando pela justiça após descobrir a corrupção e os segredos obscuros da família real.

O roteiro de “A Última Imperatriz” foi escrito por Kim Soon Ok, conhecida por seu trabalho em outros dramas populares como “Penthouse”. A direção ficou a cargo de Joo Dong Min, que também trabalhou com Kim em projetos subsequentes, incluindo “Penthouse”.

Elenco

No elenco, Jang Nara (“You Are My Destiny” e “VIP”) interpreta Oh Sunny, uma atriz de musical bobinha, inocente e uma grande fã do imperador…. até ganhar a chance de sua vida e se tornar sua esposa. Ela não sabe que o casamento é só uma vingança da sogra e que sua inocência vai custar caro. Gosto da evolução da personagem, e a atriz transmite bem essa doçura.

Shin Sung Rok (o vilão de “Meu Amor das Estrelas“, Vagabond e Kairos) interpreta o imperador Lee Hyuk. É um moço mimado e eu fiquei com muito receio que tentassem forçar um casal entre ele e a principal, o que em alguns momentos tentaram. O personagem, infelizmente, começa a ficar muito bobo ao se apaixonar de verdade pela protagonista… Sua inteligência e tropos interessantes escorrem pelas linhas de roteiro e ele se torna menos do que uma massa de manobra em seu próprio palácio.

Por último, um mocinho muito inesperado, interpretado pelo ator Choi Jin Hyuk, no papel de Na Wang-sik/Chun Woo-bin, e seus trabalhos anteriores incluem “The Heirs” e “Tunnel”. A transformação do personagem de gordinho para um bombadão gostoso após treino e corte de cabelo me fez gargalhar demais. Essas cenas de transformação drástica com mudança de atores eram muito comuns nessa época, mas felizmente pararam com isso. O personagem em si é interessante, ele é um guarda-costas infiltrado que deseja matar o imperador… mas no caminho acaba se apaixonando pela imperatriz. Poderia ser um triângulo bom, mas faltou um salzinho, já que ele estava tão focado na vingança e poderia ter tomado atitudes bem antes.

Vamos falar também da amante, Min Yoora, interpretada pela Lee Elijah. Seu início é ótimo, mas que desenvolvimento triste de personagem. Depois de começar a ser perseguida pelo imperador, foi só ladeira abaixo. A pobre deveria ter morrido, mas ficou ali, navegando sem função nas piores cenas possíveis, em hospitais.

A verdadeira estrela aqui é, sem dúvida, Shin Eun Kyung (de A Cobertura), a rainha-viúva. Que mulher espetacular. Uma pena que a personagem tenha problemas sérios de construção, mas mesmo assim a atriz segura bem todas as vergonhas que precisou passar. Ela carrega a tensão do dorama, mesmo em momentos mais embaraçosos.

Também quero muito destacar a atuação dourada da jovem princesa, pela atriz Oh Arin. Simplesmente uma das melhores atuação infantis que eu já vi.

E uma participação especial da Jeon Soo Kyeong (Quem assistiu Um Luxo de Sonhar vai lembrar da tia do capeta)

“A Última Imperatriz” é notável pela sua narrativa que mescla elementos de melodrama e mistério, atraindo os espectadores que apreciam histórias com reviravoltas dramáticas e conflitos intensos.”.

Bom até…

Até a metade, mas após uma morte, que vai se tornar o centro do mistério da história, tudo começa a virar um novelão sem pé nem cabeça. Dava para ver nos olhos dos atores o constrangimento, às vezes. Beira o ridículo das cenas mais pobres de Penthouse, na terceira temporada.

O final é ladeira a abaixo, não tem como defender. Quando você começar a achar que a série está esquisita, exagerada, sem sentido, pode relaxar, porque só piora! O final é pavoroso, mas deixa a gente sem saber se é para rir ou lamentar. De toda forma, a ideia é boa, alguns atores são de peso e levam bem a história, mas… fica bem claro que a autora tentou estender ao máximo, espremendo todo o suco de trama para caber em mais DEZ episódios de uma hora além de uma trama normal (que geralmente tem 16) um monte de virada de trama sem nexo. É claro que isso não poderia dar certo.

Mesmo assim eu recomendo. Jura? Sim. Até a metade.

Avaliação: 3 de 5.

2 comentários

  1. Gostei do seu post. O drama começou super bem, com mistérios, tramas, mentiras. Mas dá metade pro final foi uma lástima! Tantas reviravtas sem sentido nenhum. Parece que, ao final, queriam juntar a imperatriz com o imperador, como se ele não tivesse cometido crime algum. A min yu ra teve final. Como assim? Entendo o sofrimento dela, mas ela tb planejou a morte de pessoas inocentes sem se importar com nada. Ah não! Esperei tanto o romance da oh Sunny com o Na Wang sik 😥 e sequer mencionaram o personagem no final, foi simplesmente apagado da história. Que pena que estragaram tanto esse dorama!

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  2. Adorei seu comentario… Acho que se fosse um dorama de 12 capitulos teria sido otimo… O personagem que morre sem nexo e deu tanta foça para o drama… um final terrível … Os atores seguraram a responsabilidade desta história sem pé e nem cabeça… Parabéns pelo seu comentário…

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