Resenhas de Kdrama

[Resenha] Holo, Meu amor: comédia romântica fofa com inteligência artificial

Holo, Meu Amor é um dorama do Netflix, disponível dublado, com 12 episódios curtos de 40 minutos, ideal para maratona. A história é sobre uma gerente de marketing solitária que acaba na posse de óculos tecnológicos capazes de exibir a imagem holográfica de um assistente virtual disposto a ser seu ajudante.

É mais uma trama de Inteligência Artificial (que apareceu muito no entretenimento da Coreia em 2020, até no K-pop!). As primeiras impressões foram publicadas aqui em texto de colaboradora (Confira). O que me chama mais atenção é a participação de nada menos do que três roteiristas e dois diretores. É muita gente para um trabalho curto, com um resultado tão normal e que perde o folego nos três episódios finais, mas ainda assim merece ser conferido.

Elenco

Yoon Hyun Min (“A Bruxa do Tribunal” e “Mamãe fada e o lenhador”) e Ko Sung Hee (“King Maker: a mudança do destino”, “Suits”, “Enquanto Você Dormia“, “Mother“) vivem bem os protagonistas. A Ko Sung Hee é uma atriz impressionante, pois eu demorei bastante para assistir Holo porque eu tinha visto Mother e pego um ranço absurdo dela, mas, aqui, ela perdeu aquela arrogância e se tornou uma protagonista relacionável.

A história

Apesar de ter muitos e muitos clichês do gênero: o beijo acidental, beijo de salvamento, conhecidos de infância, amnésia, doença rara e até o “namorado robô”, a forma como Holo, My Love aborda tudo isso passa por leveza, uma boa dose de humor sem cair na vergonha alheia.

Por mais que prosopagnosia seja uma doença rara, nos doramas até 2020 estava quase virando um subgênero, com vários títulos retratando a condição: A Garota que Vê Cheiros, Beleza Interior, 100 dias meu Príncipe, Princesa Supérflua, A vida Secreta da minha secretária…. Holo usou bem como elemento de desenvolvimento da personagem.

Romance com Inteligência Artificial não é uma novidade, tendo sido visto em incontáveis produções e muito presente nos doramas produzidos nesse ano, mesmo que seja apenas em forma de assistentes virtuais, ou robôs mesmo. Ainda assim, Holo não é pretensioso ou forçado, não chega a cair no ridículo, como é o caso de Meu Namorado Perfeito. É um ótimo dorama para iniciantes, muito leve e ainda por cima tem uma boa dublagem em português, o que torna tudo bem agradável.

Resumo

Holo é curtinho, leve, maratonavel e dentro do genero de amor com robô e tecnologia , da um banho nos absurdos forçados nde Absolute Boyfriend e tambem (vou apanhar nos comentários) é superior a Love Alarm em construção da história, so não é mais popular porque não é ambientado na escola com atores jovenzinhos. 

É uma obra prima? Não. 

É o melhor dorama da vida? Passa longe.

Mas é uma porta de entrada legal, fofinha e bem produzida, com temas bem diferentes das séries ocidentais, sem chegar à vergonha alheia.

Holo tem um lado sentimental delicado, aborda solidão de uma maneira bastante única nos dramas e os protagonistas são os maiores esquisitões, outcasts e estranhos que ja vi num drama romântico, o que é bem legal e traz uma identificação muito facil com a Soyeon, que é uma mocinha muito esforçada e com muitos problemas de socialização. 

Está a fim de ver algo bem fofo e morninho para passar o tempo? Pode assistir!

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