Oh Minha Vênus tem a medida certa de comédia e romance

Oh My Venus (2015) é um dorama sobre beleza, futilidade e amor além da aparência. Um daqueles kdramas super populares e viciantes que te ganham (ou perdem) nos primeiros episódios.

A história é sobre Kang Joo Eun, uma advogada idealista e justa de 33 anos (Shin Min A“Tomorrow With You”, “Chefe de Gabinete” e “Minha Namorada é uma Raposa de Nove Caudas”), que era conhecida como a “Vênus de Daegu” na época da escola e tinha muitos privilégios por sua aparência. Apesar de ter a oportunidade de ser uma modelo, seu sonho era tornar-se uma advogada inteligente e linda. Por isso, dedicou sua vida ao trabalho e estudos, mas com o tempo engordando e sofrendo diversos preconceitos, que afetam inclusive seu avanço na carreira. Ela tentou todos os tipos de dietas, mas não conseguiu voltar a seu corpo de adolescente.

“Todos são considerados iguais perante a lei, mas não perante um espelho”

Sua cabeça continua presa na época da escola, mas os tempos – e as pessoas – mudaram. Para começar, sua relação com o popular namorado da época da escola, e atual noivo, tem se deteriorado, pois Im Woo Shik (Jung Gyu Woon ) só pensa na aparência e tem ficado de olho na antiga garota excluída do colégio (Yoo In YoungBaek In Ha no filme de Cheese in th Trap), que, apesar de ter se tornado a beldade do escritório de advocacia, é muito insegura e completamente obcecada por seu peso.

Esse olhar…

Enquanto isso, Kim Young Ho (So Ji Sub“The Master’s Sun”, “My Secret, Terrius”, “Sorry, I love You”) é um personal trainer das celebridades conhecido como “John Kim” e seus grandes feitos em programas de transformação de aparência. Cercado por fofocas de namoro e uma aparência desconhecida do grande público, esconde sua identidade pois é um herdeiro chaebol com vários traumas e carrega o peso dos acionistas e sua família tradicional nas costas.

A história começa quando esses dois personagens se encontram em uma emergência médica de avião. Ele precisa salvá-la, mas acaba descobrindo um segredo constrangedor. Trocas de farpas depois, ele pede a ajuda dela como retribuição, mas o encontro “indesejável” não acaba por aí. Joo Eun enfrenta o pior dia de sua vida em uma sequência de cenas de má sorte nas quais pode contar com a ajuda daquele estranho.

É no ápice da humilhação que ela sente na frente de seu ex-namorado que Yong Ho se oferece para ajudá-la e eles acabam em uma aliança temporária e a trama fica mais interessante. Um relacionamento de amor e ódio começa a ser desenvolvido, cavando por trás das aparências até se importarem de verdade um com o outro, recuperando o amor e a saúde.

O ponto alto desse dorama são os protagonistas extremamente carismáticos. Em pouquíssimos episódios você tem a sensação de que Kang Joo Eun poderia ser sua amiga de escola ou você mesma, e o sorrisinho sexy do personal trainer é de matar qualquer um. Juntos eles formam um casal de uma mulher firme, que sabe o que quer, é espontânea, justiceira, um pouquinho atrapalhada e que não leva desaforo para casa, mais um homem também convicto, seguro, um bocado cínico, mas muito protetor, brincalhão, gentil, sempre disposto a ajudar os outros e carinhoso. O casal tem muita química natural desde o começo e é um dos meus favoritos de todos os tempos.

O núcleo de apoio é feito para dar boas risadas e encher os olhos nos abs do oppa. Os dois melhores amigos do protagonista são interpretados por Sung Hoon (do fraquíssimo My Secret Romance, que veio depois ainda de Oh My Venus, por isso não espere muito na atuação) e o Henry (do Super Junior), que está lá só para ser fofo, soltar frases em inglês aleatórias e agradar as Elfs em sua participação especial.

Outra qualidade de Oh Minha Vênus é ser altamente maratonável: o ritmo é fluído e mesmo quando você sente que os episódios vão começar a encher de filler, uma edição de música com cenas de passagem de tempo resolvem o problema. Eles também não enrolam muito para resolver pontos da trama, reciclando e inventando novos. Tem clichês de chaebol, sogra maligna, final previsível e vilões maus perseguidores? Sim, senhor, tudo isso, mas acredito que foram todos temas bem trabalhados, sem a pretensão de ser inovador, apenas de divertir com excelência. É realmente uma comédia super leve e charmosa, mais ou menos nos ares de “O que Houve com a Secretária Kim

Gordofobia? Não estou no meu lugar de fala em relação a isso, por isso prefiro que vocês comentem o que sentiram ao assistir a série e sua abordagem sobre gordofobia e assim tirem suas conclusões. O que posso dizer em defesa da série é que o personal trainer não se apaixona por ela depois de um make over extremo, como aconteceria em muitos doramas. Além disso, eles focam no emagrecimento através de exercícios e alimentação saudável, por uma questão de saúde (um problema de tireoide), e o protagonista vive sendo carinhoso, os dois brincam de forma carinhosa sobre as gordurinhas dela e vejo a relação como uma forma de apoio, pois emagrecer é uma meta que ela tem para sentir-se bem com ela mesma.

O drama acerta ao não ignorar os excessos dos cuidados com o peso, tendo uma personagem que enfrenta distúrbio alimentar no casal secundário, e uma transformação em seu par, que é bastante fútil no início. É claro, não espere dessa série nada catártico e profundo! É um roteiro de comédia romântica, mas um dos melhores, com cenas engraçadas sem virar exagero, balanceando cenas dramáticas memoráveis (tem uma das cenas que eu considero uma das mais lindas e sinceras de choro de todos os dramas que já assisti).

Oh My Venus é uma experiência bem rápida e prazerosa, mesmo tendo 16 episódios, eles voam. A atuação é muito boa, tanto Shin Min A quanto So Ji Sub são atores de primeiro tier, o amor é sincero, a protagonista é relacionável. Não espere nada muito complexo, mas se busca algo envolvente e leve, este drama é para você.

O que ver a seguir? Se você quer algo bastante leve, uma história pouco complexa, com uma relação difícil, mas engraçada e muito carismática, entre um personagem excêntrico irritante e uma moça boazinha e firme, tente O Que Houve Secretária Kim, que tem resenha aqui no blog.

Se você quer mais doramas que tragam uma discussão sobre a beleza em uma troca de corpos entre uma garota popular considerada linda e uma menina excluída, tente Switched, que também tem resenha por aqui.

Mas, se por um acaso, você tiver gostado da trama de chaebol e a perseguição de carros, com certeza é melhor tentar K2.

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