Não Sou Um Robô é um dorama sobre um homem alérgico a humanos que se envolve com uma cientista disfarçada de inteligência artificial. Assisti na HBO Max, mas a PlayTV dublou e exibiu na TV.
Em 16 episódios “I’m Not a Robot” (2017) é uma daquelas comédias românticas deliciosas, bem levinhas, que acabam te deixando apaixonado. A roteirista foi Kim Seon Mi, que infelizmente não escreveu nenhum dorama depois desse até a data desta resenha (2023). O Diretor foi o mesmo de W, Jung Dae Yoon.

Elenco
O enredo se desenrola ao redor de Kim Min Kyu (Yoo Seung Ho, de The Emperor: Owner of the Mask), um jovem riquíssimo e bem-sucedido que tem uma alergia severa a humanos e, por isso, vive isolado. Apesar de parecer um tema estranho, garanto que dá até para interpretar de maneira simbólica e encarar como uma alergia psicológica. Na psicanálise, diria que ele é um jovem que sofre de conversões histéricas.
Ou seja, ele tem uma condição médica literal que é uma manifestação física de um profundo trauma relacionado ao contato humano após a morte de seus pais. Para não enfrentar o trauma, ele se protege do fato e das sensações envolvidas, mas a ansiedade se transforma em sintomas físicos. É uma barreira física e emocional que o defende, mas o aprisiona do mundo em uma solidão dourada, limitando suas experiências e impedindo-o de formar conexões genuínas e significativas com os outros. Fazendo uma piadinha, ele seria até “alérgico a afetos”.

A mocinha, Jo Ji Ah (Chae Soo Bin, I’m Not a Robot, The Fabulous, Rookie Cops, Shopaholic Luis, A Piece of Your Mind), por sua vez, é uma engenheira fracassada que vive de bicos e acaba tendo que se passar por um robô de inteligência artificial criada por seu ex-namorado (Uhm Ki Joon, As Três Irmãs, Penthouse, Perfume de uma Mulher) usando a sua aparência.
Gostei também da personagem da Park Se Wan (School 2017), que é apaixonada pelo protagonista. Também tem aquela historinha clássica de romance prometido, com uma “menina má”, interpretada pela Hwang Seung Un.
Vale a pena?

Achei um dos doramas mais fofinhos da vida! O tema sempre me afastou, com medo de sentir muita vergonha alheia como em Absolute Boyfriend, mas aqui a comédia, o drama e o romance vão se mesclando de uma maneira competente, com poucos personagens. Os 16 episódios são claramente excessivos, mas até o capítulo que é puramente uma recapitulação na qual os principais conversam a respeito, achei fofinho e bem escrito, já que vemos reações deles aos momentos. Sim, os últimos episódios perdem aquele clima de inocência de apaixonamento e viram puro fanservice, mas é um dos poucos casos que achei bem-merecido depois de muitas lágrimas.
Tem algumas ceninhas chatas, especialmente envolvendo a amiga da protagonista e a parte das empresas e negociações, especialmente quando chega nos últimos episódios, mas, em geral, é bem enxuto de personagens e bem divertido. O elemento de robô aqui levanta os clichês das histórias do gênero e torna tudo bem gracioso.
Em 2017, esse dorama era só uma fantasia, mas atualmente, com a inteligência artificial mais próxima de nós, a série deu uma atualizada e ficou ainda mais crível. Não é perfeito, mas é cativante e divertido. Não deixe de conferir, especialmente se você adora comédias românticas fofas!

Nossa, que análise profunda dos personagens. Adoro romance e sci-fi, já gostei da indicação.
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