Resenhas de Kdrama

Ligação: filme coreano na Netflix sobre efeito borboleta tem Park Shin Hye

Depois do filme de zumbi #Alive, um novo filme coreano de terror e suspense com a Park Shin Hye está na Netflix. Call, ou “Ligação”, é um thriller sobre uma jovem que consegue contatar uma mulher que, no passado, mora em sua mesma casa, e acaba transformando sua vida em linhas temporais.

Com aquela sensação forte de “Efeito Borboleta”, é dirigido por Lee Choong Hyun, um diretor jovem, em seus 30 anos. Acredito que devemos ver mais coisas boas dele por aí no futuro.

A história é bem “maluca”, mas achei os elemento de influência no tempo muito instigante – tenho um fraco por história assim. Cada ação que influencia o passado muda drasticamente o presente da protagonista e a dinâmica pode acabar se tornando um pesadelo (a protagonista come um erro fatal) e a relação das duas personagens é muito interessante.

Elenco

Park Shin Hye é uma das atrizes mais famosas da Coreia do Sul, sendo conhecida por ter feito muitas mocinhas que beijam de olhos abertos no início de sua carreira, como a protagonista de Inheritors (Heirs, Herdeiros), Heartstrings, depois chegando em Pinóquio, Doctors, Memórias de Alhambra, então atingindo a vida adulta com filmes que tentam reinventá-la. Aqui, como Seo Yeon, ela entrega a tensão da protagonista e revela uma certa ingenuidade – uma protagonista um pouco mais sagaz teria deixado mais saborosa a relação da dupla principal. A personagem é uma mulher solitária que perdeu o pai em um acidente, no qual culpa a mãe, com quem tem uma péssima relação.

Contracenando com ela está Jung Jong Seo, a atriz é um dos nomes para a adaptação coreana de Casa de Papel (Money Heist), para ser a personagem “Tóquio”. Em “Ligação” ela representa Young Sook, uma jovem que sofre nas mãos de uma xamã fanática e tem um destino trágico marcado nos jornais do tempo de Seo Yeon. Juntas, elas tentam mudar o destino e, então, novas possibilidades de futuro se abrem para Young Sook. Para mim é a personagem mais interessante do filme, ela domina totalmente a cena. A atriz traz várias camadas impactantes para Young Sook.

Devo assistir?

Se você curte um efeito borboleta, vá em frente. Ninguém faz uma viagem literal no tempo, mas a ligação entre elas influencia no futuro de maneira drástica. Pensei que o filme fosse caminhar por uma linha espiritual, mas é bem interessante. Uma luta contra o tempo tensa.

Achei muito interessante alguns aspectos, especialmente o visual. É esteticamente instigante ver os cenários se reconstruindo literalmente na sua frente. É uma solução de mostrar o que está acontecendo de forma literal que traz uma sensação agradável (ou desesperadora, depende do momento).

Porém, os últimos 2 minutos do filme arruinaram a experiência e a lógica em nome de um sustinho. Tirando isso, em geral é legal e vale o investimento de tempo em uma tarde chuvosa.

Não recomendo para:

  • Quem não gosta de uma viagem no tempo, histórias de serial killers, assassinato e violência

Nota:

Avaliação: 4 de 5.

Dublado em português

A dublagem está bem legal. A atriz que dublou a Park Shin Hye fez um ótimo trabalho. Pronúncias excelentes, até suprimindo algumas letras igual o original, bem caprichoso. Já a da Lee El (a mãe da Young Sook) nem tanto. “Yonguí suquí” dá um arrepio, porém a dubladora faz um ótimo trabalho na interpretação e dá para esquecer esse detalhe.

Curiosidade: o ator Oh Jung Se, que fez nosso irmãozinho querido do Tudo Bem Não Ser Normal, deu as caras de novo, como o vendedor de morangos. É um ator tão incrível que se transforma para cada papel.

Temos também a presença da Lee El, que fez a deusa vermelha de Goblin, no papel da xamã.

O que ver a seguir:

Não costumo ver muitos títulos do tipo, mas o tailandês Garota de Fora me lembram um pouco por causa da violência e irreverência, além das tentativas de mudar o destino. Signal também é um título policial com viagem no tempo bastante aplaudido.

Já dramas de viagem no tempo e efeito borboleta eu não gostei de quase nenhum que assisti, com Scarlet Heart Ryeo como exceção. Existem alguns mais voltadas para romance nas plataformas, mas não posso recomendar diretamente One More Time, muito menos Questão de Tempo (About Time), que achei muito fracos e nem consegui terminar de assistir. Mesmo assim, sei que eles têm alguns fãs, então são opções do gênero que talvez você possa gostar.

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