Resenhas de JDrama

[Resenha] Debaixo da Cerejeira Milagrosa é dorama curto, romântico e fofo

Boku dake no 17 sai no sekai de (“Meu mundo quando tínhamos 17 anos”, em tradução literal)  é um dorama japonês curto de 8 episódios de 30 minutos. Vi no Viki.

Tudo acontece ambientado na cidade de Nagano, no Japão – por sinal, os cenários são lindos; dá muita vontade de conhecer o lugar. Sete anos após a morte de seu melhor amigo em um acidente, Mei vive uma vida sem esperanças em Tóquio, quando recebe a notícia de que a grande cerejeira da cidade, que foi palco de grande memórias, será cortada.

@silversunkiss

A fim de investigar e também despedir-se, ela volta à cidade natal e visita a árvore na qual esperou receber uma confissão de amor na adolescência. Para sua surpresa, ela encontra seu melhor amigo de volta à vida, com os mesmo 17 anos que morrreu.

A partir daí, Kota e Mei precisam recuperar o que foi perdido, bem como descobrir a real causa da morte do rapaz e quem sabe tentar salvar a cerejeira.

Essa sinopse já diz bastante sobre o que esperar. Curtinho, doce, fala sobre nostalgia e tempo perdido no melhor estilo mangá de contar uma história (lembra muito Ano Hi Mita Hana no Namae wo Bokutachi wa Mada Shiranai – Ainda não sabemos o nome da flor que vimos naquele dia, em tradução livre, ou “Anohana”). Há uma inversão de gêneros aqui, mas a sensação é a mesma. O que muda é que Kota está lá de carne e osso, em vez de ser um fantasma – e isso é o mais esquisito de acostumar, mas dá para embarcar na fantasia.

@favdramas

Debaixo da Cerejeira Milagrosa é um drama muito simples e até bobinho, porém fala de cura, luto, culpa. Poderia ser mais bem trabalhado e dramático, mas cumpre seu papel de maneira satisfatória. A música é muito gostosinha e mágica, bem anime emocionante.

Esqueça esse dorama se: não gostar de fantasia de jeito nenhum. Se o fato de um menino voltar à vida sem a menor explicação, estando de carne e osso, e ele decidir viver normalmente te incomoda, pode esquecer. Achei até melhor do que The Returned (a reação da mãe vendo a filha morta sentada em casa como se nada tivesse acontecido felizmente não se repete aqui). Confesso que nos primeiros dois episódios, me incomodou o fato de o garoto não procurar a mãe, mas depois o dorama até tenta mexer com isso. Você precisa estar disposto a não fazer muitas perguntas para embarcar na história. Alguns personagens simplesmente brotam em lugares convenientes, mas isso também pode ser perdoado, pois não é intenção da série ser profunda e investigativa.

Ficha Técnica: Direção por Kanai Hiro (dirigiu o filme adaptação de Good Doctor, o dorama coreano que virou série americana) e Matsumoto Kana. Mesmo se você não gostar da história, tudo é muito bonito e agradável. O roteiro é da Aizawa Tomoko, que também compõe músicas.

Elenco: Debaixo da Cerejeira Milagrosa não tem muitos personagens (o que é muito positivo) e embora eles tenham papéis muito claros na trama, ainda assim dois dos secundários possuem objetivos e sentimentos um pouco desenvolvidos.

@iristial

Sano Hayato é um idol do grupo M!LK, na ativa desde 2014. Já Iitoyo Marie é conhecida por fãs de super sentai (os power rangers originais), pois interpretou a “ranger roxa”, Yayoi Ulshade, em Zyuden Sentai Kyoryuger em 2014. Os atores de suporte que eu mais gostei foram a Karen Otomo, que merecia um desfecho diferente, e o Yuki Kousei, que interpreta o médico – talvez o melhor personagem.

Caso você tenha ficado curioso sobre por que aquele personagem do templo apareceu TANTO mesmo sendo meio inútil, é porque o ator, Yoshi, é um influencer e modelo japonês.

Nota: ⭐⭐⭐⭐

Resumo: fazia muito tempo que não assistia a um doraminha japonês e esse foi capaz de alegrar meu coração. Se você está procurando algo leve e muito bonitinho, pode investir essas quatro horinhas que vai valer a pena. É amor em sua forma mais simples. Esqueça o dramalhão e exagero, esse dorama pode até lhe trazer lágrimas, mas com tanta leveza que seu coração pode aquecer.

O que ver a seguir? “Escola 2015: Quem é Você?” é um dorama escolar bem legal, em volta de memórias perdidas e amores de colégio.

Dos japoneses, há live actions de histórias bem parecidas que lidam com a perda de um amigo: Ano Hana e Orange.

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