Texto por: Leticia Steenhagen (Hae Shin) em colaboração especial ao site.
Semana passada, o Dorama Resenhas deu início ao “estou assistindo”, uma sessão semanal onde vamos resumir e comentar os dois episódios semanais de um dorama à nossa escolha. Atualmente, estamos assistindo “Rainha das Lágrimas”, dorama escrito pela mesma autora de “Pousando no Amor.
Caso não tenha lido o resumo dos episódios 1 e 2, basta você clicar “aqui”.
SINOPSE
Hong Hae In (Kim Ji Won) é a herdeira de uma família de magnatas/Chaebol cujo conglomerado se chama QUEENS. Tendo voltado à Coréia do Sul há cinco anos, ela passou a trabalhar na loja de departamentos/shopping de luxo de sua família, inicialmente como estagiária. Foi nesse período em que conheceu Baek Hyun Woo (Kim Soo Hyun), um jovem advogado recém formado pela Universidade Nacional de Seul, filho de fazendeiros de uma vila do interior localizada em Yongdu-Ri. Hyun Woo se apaixona perdidamente por Hae In, sem saber de quem ela realmente se tratava.
A história começa 3 anos após o casamento deles, onde toda a magia do amor se foi e a realidade se revela amarga e infeliz. Hyun Woo se vê preso num casamento de fachada que é resumido por alguns como puro interesse, mas ficou conhecido para o público geral como o casamento do século.
PROPOSTA DO “ESTOU ASSISTINDO”
Os resumos sempre terão muitos spoilers, embora não tenha a pretensão de tirar o gosto dos nossos leitores de assistir ao dorama. Essa sessão é pensada mais nos curiosos ou ansiosos que querem saber a opinião antes de assistir ao dorama ou para aqueles que já viram e querem ler o que outras pessoas estão achando também.
Dito isto, se você não gosta de spoilers, não leia, por favor!! Temos outras matérias incríveis pelo blog e, eventualmente, haverá uma resenha final desse dorama.
PARA! PARA! PARA!
Esta é a sua última chance de parar de ler, porque vamos começar!!
Nesta semana, vamos comentar sobre os episódios 3 e 4.
EPISÓDIO 3
CUIDADO COM O JAVALI!!
Os últimos segundos do episódio 2 trouxeram um mundo azul e cinzento, parecendo que o cenário foi tomado por um inverno, modo com o qual os delírios de Hae In são representados. Enquanto perde a noção do tempo e espaço, Hae In acaba entrando no caminho de um javali que, teoricamente, fugiu da área deles. Antes que ela receba um golpe fatal, Hyun Woo entra em sua frente e dispara a arma, acertando em cheio, no ponto vital do animal.
E agora? Como ficamos?
Ao contrário do episódio anterior, o 3º começa com tons suaves e em pastéis, trazendo uma memória de quando eles ainda namoravam. É a primeira vez que Hae In visita a cidade natal de Hyun Woo e, pelo diálogo, parece que ele ainda não sabe quem ela é de verdade. Portanto, ainda não teve a histórica cena de quando ela foi buscá-lo de helicóptero e deixou todos embasbacados.
Logo de cara, já tenho algo a comentar.
Hyun Woo gosta de se gabar. Por mais que ele diga que não gosta durante as cenas, dá para perceber o quanto ele sempre está falando como sua família tem posses, como seu aluguel está todo quitado, o quanto ele consegue economizar mensalmente. Hae In fica confusa e reage de um jeito que pode parecer humilde, mas provavelmente está pensando no troco que isso representa para alguém com o suporte financeiro que ela tem. Porém, Hyun Woo se acha muito provedor nesse momento, como alguém que vai protegê-la custe o que custar.
Em certo momento, o diálogo fica fofo, porque ele diz algo que transcende a questão financeira e nisso, ele ganha créditos. Ao dizer que vai estar ao lado dela, independente do tamanho do problema que ela tenha e isso, para alguém que cresceu à margem do afeto, é algo que mexe muito com ela.
Este é o momento que ela se lembra nos segundos antes de sua morte e fica se perguntando se, por acaso, ela morresse naquele momento, o pensamento que teria antes do último suspiro seria Baek Hyun Woo.
Mas, como sabemos, ele chega bem na hora e bang! Acerta o javali, salvando sua esposa e trazendo as cores normais do mundo. As cores do delírio dão espaço às cores do presente.
O chato do Yoon Eun Sung (o ex-namorado dela e que é a conexão com o magnata que ela quer agradar para iniciar uma parceria em seu shopping de luxo) aparece para cortar o clima da cena, mas a verdade é que essa caçada começa a trazer muito do passado questionável desse desagradável.
As cenas seguintes envolvem diálogos bem chatinhos da família Hong, mostrando como o irmão de Hae In é incompetente, visto que não sabe nem acender um fogo para grelhar a carne, apesar de ter sido escoteiro. Sinceramente? Dispensável. O que importa nessa cena de transição é apenas um detalhe: A Moh Seul Hee, a namorada jovem do patriarca Hong, fala com sua “nora” sobre o aviso de uma pseudo “xamã” que informou que o Diretor Hong estaria em perigo se fosse caçar e, por isso, ele se retirou da caçada muito antes do esperado. A mãe de Hae In não parece crer, à princípio, mas assim que escuta sobre o acidente quase fatal com sua filha, fica surpresa como a xamã nunca falha.
Aqui é o primeiro indício de como a família Hong, apesar de influente e rica, é muito supersticiosa. E é algo que será repetido num futuro próximo, mas usado como uma desvantagem deles.
Já à noite, a namorada do Diretor está ao telefone, novamente falando com a xamã e fala sobre outro sonho que a sacerdotisa teve, deixando seu companheiro muito abalado. Moh Seul Hee mostra como foi importante ele ter dado ouvidos a ela e oferece um chá para acalmá-lo. Sempre tem foco na bebida e comida que ela serve a ele.
Óbvio demais? Talvez, mas eu sou do time Hong Beom Ja, que por mais descontrolada e passional que seja em seus relacionamentos amorosos, parece ter um olhar mais crítico e sensato sobre as pessoas.
A família se divide em seus pequenos nichos e, enquanto Hae In recebe o apoio dos seus, inclusive de sua tia, escutando, pela primeira vez, elogios ao seu marido, Hyun Woo vai olhar a trilha até o local dos javalis. Lá, ele percebe que a cerca do local do danificada, o que levanta a suspeita de que a situação não foi provocada por mero acaso.
O JANTAR
Sinceramente, essa primeira parte do dorama foi bem chatinha e arrastada. As informações são semeadas aqui e ali, mas tem muita cena boba no meio que só torna o ritmo meio cansativo. É interessante? Sim, mas tem cenas que é o momento de mexer no celular, por exemplo, o que não é legal quando o propósito é assistir algo, certo?
Pois bem, chegamos ao jantar e aí sim temos um ritmo que atrai.
Todos estão presentes neste jantar, exceto Hae In.
Hyun Woo recebe os louros pelo seu bom trabalho, principalmente agora que sabem que ele foi fuzileiro naval quando esteve no serviço militar obrigatório. Ele aproveita para contar o que descobriu sobre a cerca dos javalis. A namorada do Diretor Hong conta que aquela era a trilha do patriarca, insinuando que alguém cortou o arame de propósito e deixou um javali escapar. Promessas de que câmeras de segurança serão averiguadas surgem, mas o diretor diz que ele mesmo vai ver. Tudo parece muito orquestrado, quase que ensaiado para que o diálogo dos envolvidos fosse assim. Por que? Porque foi a Grace Goh, a mesma mulher que espalhou boatos sobre o testamento de Hae In para Hyun Woo e é uma famosa casamenteira dos ricos que apareceu no episódio passado ao telefone, falando dessa trilha.
Já estou criando uma grande teoria da conspiração, mas espero não passar vergonha daqui a algumas semanas. Esses surtos aqui tem validade de uma semana, ok?
De todo modo, o foco do jantar acaba recaindo sobre Yoon Eun Sung.
Yoon Eun Sung revela que foi adotado aos 13 anos, quando emigrou para os Estados Unidos. Seus pais adotivos faleceram depois que ele terminou a faculdade. Assim, ele não tem família nem nos EUA, nem na Coréia. Ao invés de terem uma reação negativa ao fato dele ser órfão (por duas vezes), a família Hong o acolhe. E o Diretor conta que ele ficou órfão aos 15 anos também, momento em que foca na expressão da namorada dele (como não criar teorias da conspiração assim??).
SÃO TODOS FALSOS!
Agora vem o porquê do comentário anterior de considerar o Eun Sung duvidoso.
Quando um dos funcionários da Casa usada para a Caçada passa com seu cachorro, o Diretor Hong o chama para conversar e o animal chama a atenção. O humilde homem conta que o cachorro é parte da família e que salvou o filho dele de um incêndio no passado. O Diretor pergunta se ele venderia o cão e o homem diz que não, pedindo desculpas, porque ele é parte da família.
O que acontece depois? Eun Sung vai até o homem e cria uma proposta envolvendo demanda e dinheiro. Ele oferece 100 milhões de wones pelo cão, mas iria reduzir o valor contando no relógio. Caindo na tentação do dinheiro, o homem acaba cedendo, o que deixa sua esposa furiosa. No dia seguinte, o humilde casal aparece para devolver o dinheiro e pedir o cachorro de volta. Eun Sung aceita, mas aponta a arma para matar o cão. A família fica desesperada e ele questiona se faria diferença matar um animal de família ou um um vira-lata.
Quem impede isso de acontecer é Baek Hyun Woo que surge como testemunha para evitar o pior.
O casal conversa entre si, lembrando de uma criança que estava no Orfanato que a família Queens financiava e que era bem estranha. O menino tinha matado o cachorro de um conhecido e quando questionado pela polícia, ele fez a mesma pergunta que Yoon Eun Sung fez a eles. Assim, eles começam a desconfiar que ambos podem ser a mesma pessoa.
Outra falsa é a cunhada de Hae In. Como o marido é um grande bobão, ele não nota algumas características da esposa que englobam: um passado duvidoso e mudanças bruscas de comportamento. Ele é apenas um fantoche para que ela e o irmão dela se dêem bem na vida (lembrando que o irmão dela quase o fez perder 8 bilhões de wones em imposto de renda)…
MAIS MEMÓRIAS
Após esse jantar, Hae In e Hyun Woo estão numa cena cheia de clichês românticos, se comportando como dois jovens recatados/tímidos na presença um do outro e não adultos que já são casados. Faz muito tempo que eles não dividem o mesmo quarto e, por consequência, a mesma cama. Assim, os dois estão muito desconfortáveis na presença um do outro, embora por motivos opostos.
Hae In lembra, então, da vez em que conseguiram dividir uma cama de solteiro quando estavam namorando. E quando Hyun Woo questiona como, ela explica que foi por dormirem abraçados.
Esse tipo de memória deixa um gosto amargo no telespectador. “Tudo bem” que ela está à beira da morte, mas o modo como as coisas seguem e operam, fica aquela sensação de que só ela se lembra da parte boa, da parte que foi verdadeira. Enquanto ele, só pensa em terminar com o próprio sofrimento, muito diferente do rapaz provedor e amoroso que se apresentou no início.
HONG BEOM SEOK
Toda aquela situação do javali levou até o nome de Hong Beom Seok. Nas câmeras de segurança, eles viram que um homem aparecia naquela área e juntando as hipóteses levantadas pela companheira/namorada e o fato da xamã ter sonhado que ele corria risco de vida, o Diretor Hong diz que Hong Beom Seok, o filho mais velho com quem não fala há 19 anos.
Após o falecimento da mãe, Beom Seok entra em conflito com o pai e é destituído do cargo que possuía, se mudando para o Havaí. Ele fica longe por 19 anos, mas voltou recentemente para o memorial de sua mãe.
Diante das suspeitas, Hyun Woo e seu sogro vão visitar o filho mais velho para confrontá-lo sobre o que está acontecendo.
Ele diz que esteve na Caçada, porque sabia que o pai estava lá e ele queria vê-lo. Contudo, não foi possível e o irmão dele, pai de Hae In, conta da cerca cortada, a comida espalhada para atrair o javali e como Hae In quase foi a vítima. Beom Seok tentou ver o pai, mas disse que a senhora Moh Seul Hee (a “madrasta”) avisou que o pai estava dormindo.
Quando Hong Beom Jun chega em casa, ele pergunta à companheira do pai se o irmão esteve lá, mas ela nega.
IRMÃOS BURROS
E se temos muita falsidade e conspiração do lado Hong, a burrice e a impulsividade são os motes da família Baek.
Sem conseguir tirar o divórcio da mente, os irmãos de Hyun Woo decidem ir até Seul para falar com a nora. É uma cena que dura muito tempo (tempo até demais). Eles tem a ilusão de que possuem algum tipo de status ou relevância por serem irmãos do marido da herdeira do grupo Queens, mas ninguém os trata como imaginam, com exceção da própria Hae In. Ao reconhecer os cunhados, ela para sua agenda atarefada e vai recebê-los, mas eles enrolam tanto no assunto que não conseguem completar.
Só chegam a trocar contatos e é aí que a burrice maior vem: a irmã de Hyun Woo conta do divórcio por mensagem e uma nova saga começa.
JANTANDO COM O INIMIGO
A sorte (e o azar) de Hyun Woo é que Hae In tinha um jantar com o Eun Sung. Teoricamente, ela encontraria o CEO da empresa que ela quer agradar, mas acaba jantando só com ele.
Fica claro que o objetivo dele vai além dos planos financeiros – se não estava claro antes, agora é cristalino. Até porque, nesse episódio, ele também se encontrou com Grace Goh, a casamenteira e o plano dela é separar o nosso falido casal pelo simples fato dele não ser do mesmo patamar que Hae In. É por orgulho e por sua reputação de casamenteira. É revelado que foi ela quem executou os planos do javali, mas ela diz que só seguiu ordens e não esperava que Hyun Woo saísse como herói.
Sem sequer suspeitar de nada disso, Hae In vai jantar com seu antigo colega e, durante uma leve ausência dela, Eun Sung desliga o celular dela, recusando a ligação de Hyun Woo.
À essa altura, Baek Hyun Woo está tendo uma síncope, mas ela chega em casa muito bêbada, acompanhada de Eun Sung. Eles trocam provocações e o desespero para pegar o celular começa. E terminamos o episódio com uma Hae In disposta a fazer tudo o que não teria coragem de fazer antes de seu diagnóstico e, assim, beija seu marido.
CONCLUSÃO:
Foi um episódio chato. De certo modo, frustrante se comparado à primeira semana.
Tem muita história boa nesse miúdo, mas de 1:23h de duração, dava para reduzir para 50 minutos. O resumo fica grande porque acaba tendo muitos detalhes, mas os pontos chaves que citei são breves se comparado com o lenga-lenga. Por isso, achei o pior episódio até agora.
EPISÓDIO 4.
A SENHA: 1031
A cena ligeiramente pastelona do episódio três é repetida com mais detalhes no episódio 4. O beijo que eles trocam depois de sabe-se lá quanto tempo de distância, reacende algo nos dois. Infelizmente, não é o suficiente para que eles sejam honestos e Hyun Woo está muito focado no celular para apagar a mensagem que sua irmã enviou para a cunhada.
Enquanto Hae In está no banho, Hyun Woo entra no quarto para ligar o celular e apagar a mensagem. O obstáculo surge: a senha. Ele tenta algumas até que pensa em 1031, a mesma senha do cofre dele.
E vamos de memórias! Dessa vez, da perspectiva dele.
1031 significa 31 de outubro e seria o dia em que o filho dos dois nasceria. Sim, logo no início do casamento, enquanto ainda estavam na fase da lua de mel, o casal descobriu que estava esperando um bebê. Os dois ficaram felizes ao seu modo e logo começaram a preparar tudo para a chegada do bebezinho deles. Hyun Woo encheu o teto do quarto de estrelinhas que brilham no escuro.
Mas quando a cena volta para a realidade, as estrelinhas foram retiradas e o quartinho virou um escritório. Apenas uma estrelinha sobrou, o que deixa uma sensação de tristeza e vazio.
E a mensagem? Ele conseguiu apagar e depois teve que dar um jeito de deixá-la sozinha à noite.
MUDANÇA DA PERSPECTIVA E DESCONFIANÇA
Talvez tenha sido o beijo, os ciúmes de Eun Sung ou a memória desbloqueada, mas nesse episódio teve mais de Hyun Woo olhando para Hae In e se lembrando de como eles eram. No episódio passado, as lembranças foram dela e as cenas em que ficou observando de longe, partiram todas dela. Nesse, contudo, ele mostra que ainda tem chances para o que eles sentiam antes.
Tratando-a com zelo, ele se preocupa até com o conforto de seus pés. E os ciúmes que ele sente de Eun Sung também ficam mais evidentes ao longo do episódio. Até porque, Yoon Eun Sung sabe ser desagradável e fica usando essa negociação com a loja como motivo para ficar orbitando Hae In o tempo todo.
Se antes Hyun Woo estava mais tranquilo, porque não sentia absolutamente nada por ela, pelo menos teoricamente, agora ele começa a se sentir incomodado.
Segundo ele, ela poderia ficar com qualquer pessoa, menos com Yoon Eun Sung porque sente algo de estranho nele. Apesar de estar na cara que tem relação com o ciúme, ele não está de todo errado, não é mesmo?
E a própria Hae In se surpreende numa reunião com o dono da marca, onde Eun Sung contou, previamente, sobre um segredo do homem que apenas ele conhecia, sugerindo que ela usasse como arma para conseguir a condição que fosse mais vantajosa para ela. O plano dá certo, mas ela se surpreende com o modo como o antigo amigo lida com as coisas. Para ele, não foi problema falar um segredo pessoal de alguém, mesmo sendo a pessoa mais próxima.
51% DE CHANCES
No episódio passado, Hae In recebeu vários e-mails de especialistas que declinaram seu caso. Diziam ser impossível, que não tinha como. No entanto, nesse episódio, ela recebe uma resposta que a deixa esperançosa.
Um Instituto de Neurociência Europeu revela que tem um estudo sobre o caso dela e a crença de que Hae In pode ser curada. Existe 51% de chance dela se recuperar dessa situação, o que aumenta a confiança dela de que poderá encontrar um milagre e ser feliz ao lado de Hyun Woo.
Mas Hyun Woo não sente o mesmo, pelo contrário.
Ele tem uma visão de como será seu futuro quando ela for curada e que o divórcio pode ser algo mais difícil ainda de conseguir. No fundo, ele não ficou tão feliz em saber que Hae In pode sobreviver aos tumores que possui.
E essa questão do tumor também é algo que a faz se questionar sobre si mesma. Numa ida ao seu médico, ela explica que tem se sentido diferente, mais empática com o próximo. Começou a perceber detalhes que, antes, ela simplesmente não veria ou se importaria. Alguns exemplos são apresentados e o médico conta como as pessoas podem mudar à beira da morte, algo que ela é um tanto quanto contrária. Afinal, ela afirma que as pessoas deviam se manter fiéis à sua essência.
HONG BEOM JUN, PARTE 2
Beom Jun não conseguiu um encontro com seu pai a partir do irmão, mas graças à sua irmã, Beom Já, isso se torna possível. Durante uma partida de tênis num fim de semana entre o Diretor Hong e sua querida e pura companheira, Beom Ja insiste para que comemorem o aniversário dela juntos.
Durante a conversa para convencer o pai a passar um tempo com ela, Beom Ja mostra um foto de família, mostrando como eram unidos, sem a disfuncionalidade dos dias de hoje. Segundo ela, eles eram assim antes da Sra. Moh chegar na família. É nessa deixa que ela se retira e, durante o trajeto, Sra. Moh se encontra com Yoon Eun Sung e os dois trocam um olhar significativo, mas sem muitas explicações posteriores.
Fato é que a intenção de Beom Ja é reunir o pai com Beom Jun. Os dois finalmente se encontram e o momento é péssimo. O filho só quer pedir perdão e uma segunda chance ao pai, mas o Diretor alega que o filho conspirou contra ele para roubar o seu lugar enquanto o mesmo estava preso. O filho tenta se defender, dizendo que foi porque disseram que ele seria preso visto que o pai o acusaria. Pede perdão, mas não resulta em nada. Vinte anos foi tempo o suficiente para que a mágoa criasse raízes profundas e a manipulação de outros fizesse efeito.
O Diretor Hong também tem apresentado dificuldade para enxergar, mesmo com letras em fontes gigantescas. Seu humor também tem causado desconforto entre acionistas, mas tudo parece parte de algo maior, um golpe que ele nem está percebendo de onde está vindo de verdade.
Sem perdoar o filho, ele volta para os braços da Sra. Moh e é recebido com uma deliciosa refeição. Há muitos cortes entre a comida e as expressões da mulher. Dá vontade de jogar a comida fora, mas ele desconfia mais da bebida que um filho entrega a ele do que da refeição completa da mulher.
O CLUBINHO DO MAL
Enquanto Beom Jun tenta ganhar o perdão do pai, mais cenas de intrigas são levantadas.
Num chá com a mãe de Hae In, Grace Goh comentou o que “encontrou” de Yoon Eun Sung, entregando seu perfil completo. Porém, ela acredita que a negociação com o filho mais novo dela não dará certo justamente porque Eun Sung é muito próximo de Hae In e está fazendo a ligação entre ela e a marca de luxo, para que ela consiga ingressar no clube do 1 trilhão e, assim, assumir a empresa da família.
Inconformada com o “egoísmo” da filha, a mãe a confronta, sem se importar com o fato dela estar passando mal. Hyun Woo a protege dessa situação e, em particular, pergunta se não deveria contar a situação para todos. Afinal, não é algo leviano ou trivial. O casal entra numa pequena discussão e Hae In revela que não quer deixar os pais ansiosos de novo. Porque ela já perdeu um irmão antes.
Seria ele o Suwan que foi citado na semana passada?
Bom, fato é que o veneno de Grace Goh funcionou e enquanto tudo isso acontece, ela se reúne com Eun Sung e mais um homem que parece ser alguém infiltrado do Queens. Eles começam a falar dos planos que envolvem a destituição do Diretor Hong, que pode ser preso por caixa dois. Parece que os acionistas já estão devidamente encantados pela oferta de Eun Sung e um golpe está prestes a acontecer. Tem muitos termos de empresa aqui, visto que eles são especialistas no assunto, mas a sensação é que Eun Sung cresceu na vida porque age como um parasita que se alimenta de uma empresa até matá-la e seguir para outro alvo.
E todos eles estão tirando vantagem disso e do fato da família Hong ser muito supersticiosa. Grace Goh gosta de se gabar disso, mostrando que cresceu na consideração deles justamente por este motivo já há quinze anos.
A xamã, contudo, não aparece nessa cena (ou aparece, mas não foi revelada como tal).
TRINTA MINUTOS EM YONGDU-RI E UMA CENA IMPORTANTE
Todos os personagens de Seul são deixados para trás e o foco é a família Baek e sua vila em Youngdu-Ri. Já adianto que da família Baek, apenas a mãe dele e o sobrinho se salvam. Todos os outros são muito chatos, egoístas e um tanto quanto sem noção. São personagens que não dá para se apegar, assim como é difícil achar o irmão de Hae In interessante, por mais que o ator seja maravilhoso.
Dito isto, basicamente ocorre o seguinte: o pai de Hyun Woo está perdendo a votação como líder da vila porque o seu oponente, mais jovem e esperto, tem conquistado o povo com falácias e comida. Em clara desvantagem, ele ainda vê seu filho no meio da confraternização do rival, comendo da comida dele, o que piora sua imagem.
Assim, sua filha tem a ideia de mandar uma mensagem para Hae In para pedir ajuda, sendo prontamente atendida. Os moradores de Yongdu-Ri são surpreendidos com a chegada de caminhões do grupo Queens que logo fornece um grandioso banquete de luxo e muitos mimos da herdeira. Rapidamente a mentalidade das pessoas muda, tornando-se favoráveis ao líder Baek.
No entanto, a cena importante é da própria Hae In andando pela casa de Hyun Woo e encontrando um ipod rosa (muito popular em 2000 e bolinhas) e, em determinado momento, ela tem um novo episódio. Só que muito pior do que antes, dessa vez, ela anda por horas e horas, fica imunda e machucada.
Nesse meio tempo, Hyun Woo chega até sua cidade, porque sua mãe (fada sensata) ligou e avisou que a nora estava ali. E é graças a isso que, depois de horas de busca, andando pela vila e seus campos, ele a encontra. É uma cena com luzes que remete a uma icônica cena de Pousando no Amor e algo que vale o episódio inteiro.
CONCLUSÃO:
Com um pós-crédito que dá a sensação de destino, o nosso episodio acaba. Este foi mais interessante e envolvente do que o primeiro, embora tenha tido alguns excessos.
Se o dorama tivesse 1 hora, teria sido melhor, porque muita bobeira seria cortada. O que incomoda é que tem muita interpretação caricata dos secundários e eles não se tornam tão interessantes assim.
Espero que semana que vem seja melhor.
Média do Dorama: 4 estrelas para essa semana, média 4.5
