Resenha de My Name Is Kim Sam Soon: Hyun Bin, de Pousando no Amor, já foi oppa lixo em dorama icônico de 2005

A melhor frase de introdução de doramas de todos os tempos pertence a My Lovely Sam Soon (ou “My Name is Kim Sam Soon”):

“Caras legais são feios. Caras bonitos não são legais. Caras legais e bonitos são casados. Caras bonitos, legais e solteiros são inúteis. Caras bonitos, legais, solteiros e ricos não estão interessados em nós. Caras bonitos, legais, solteiros, ricos e que estão interessados em nós são galinhas. Caras bonitos, legais, solteiros, ricos, que estão interessados em nós e fiéis são homossexuais. Caras bonitos, legais, solteiros, ricos, que estão interessados em nós, fiéis e heterossexuais e que não perderiam interesse em nós mesmo se tomássemos a iniciativa… Esses caras devem ter problemas!”

Lembrando que esse é um roteiro escrito em 2005, há quinze anos da publicação deste texto! E se você está pensando em assistir a um clássico em plenos 2020 (ou depois), saiba que My Name is Kim Sam Soon não envelheceu muito bem no visual e algumas atitudes, mas não é dos piores doramas antigos para assistir. Na realidade, é um ícone até hoje, um dos únicos que eu acho engraçado e tem muita coisa boa que é copiada até hoje nas séries atuais. Acho curioso como não se fala muito de clássicos por aí, então resolvi falar sobre como era o segundo dorama que assisti e me trouxe até aqui hoje. Eu tenho carinho muito especial por essa história, além de tê-lo assistido acompanhada por minha mãe! Caso você assista e goste, deixe-me saber.

Pensa numa protagonista que só se dá mal…

Meu nome é Kim Sam Soon trazia a relação clássica de menina sofrida pobre x garoto mimado rico, que hoje em dia está mais fraca, mas naquela época tinha todo tipo de de clichê possível: o menino rico era um nojentinho mimado que tratava muito mal a pobre protagonista, que vai ter que dar um jeito nele e em seus traumas que o fazem ser insuportável. Porém, em vez de ser uma tonta submissa, Sam Soon (interpretada por Kim Sun Ah, de Secret Boutique) é uma mulher totalmente fora dos padrões e não deixava barato não, além de ser uma das protagonistas mais relacionáveis de todas, chegando perto da mocinha de Porque Esta é Minha Primeira Vida. Ela é engraçada, esforçada, barraqueira, exagerada, dramática, bem doidinha, o tipo de personagem que você não só torce, mas se identifica.

Para começar, Sam Soon é uma padeira de 30 anos (idade considerada limite para se casar na sociedade coreana) desempregada, gorda e que sonha em mudar seu nome que a transformou em motivo de chacota por ser considerado antiquado e significar, literalmente, “garota número três” ou “terceira filha”. Sua vida entra no pico de azar na noite de Natal, quando flagra a traição de seu namorado (Lee Kyu Han, de The Crowned Clown e Can You Hear My Heart) em um hotel e acaba humilhada. A cena é testemunhada pelo herdeiro de rede hoteleira e dono do restaurante Bon Appetit, o playboy Hyun Ji Hun, que é interpretado por… cuidado para não cair para trás… Hyun Bin! Sim, ele mesmo, o galã de Pousando no Amor (veja aqui a resenha) já arrasava corações em 2005, com um menino super asqueroso, mimado e nervosinho, mas com um passado traumático. O de sempre, mas eu achei demais, na época!

Enfim, Sam Soon é contratada para o restaurante de Jin Hun, que precisava de uma confeiteira – a título de curiosidade: o restaurante existia de verdade, com o nome Hippo Family Restaurant, e ficava em Gangnam, no bairro de Daechi. A história fica mais apimentada quando sua mãe lhe cobra um casamento para ajudar na recuperação de sua sobrinha Mijoo (Seo Ji Hee, que fez a Sul da primeira fase de Moon Embracing the Sun), que tem um bloqueio na fala por causa de um trauma de infância.

O playboy não quer casar, é claro, e, por isso, acaba oferecendo dinheiro para Sam Soon, para que ela finja ser sua namorada. Precisando quitar as dívidas para ajudar sua mãe, ela acaba aceitando e aí temos a magia do dorama em um clássico contrato de relacionamento.

eu não suportava esse choro!!!!

É claro que a sogra não vai facilitar nada, e quando os sentimentos começam a aflorar de verdade entre eles, a ex-namorada de Jin Hun volta dos Estados Unidos. Yoo Hee Jin é uma das personagens mais sonsas e irritantes da história das novelas asiáticas – hoje em dia esse posto fica numa briga feia com as personagens que já deram para a Naeun do Apink, mas na época, seu papel foi de Jung Ryeo Won, que mais recentemente fez Witch at Court e Diary of a Prosecutor. O que ela tinha de maravilhosa e lindíssima tinha de personagem chata. Quando tocava ESSA música, eu queria correr – mas é linda e eu amo até hoje.

A personagem tem relação direta com o acontecimento traumático de Jin Hun e chega para balançar o coração dele ao trazer uma notícia importante, além de um amigo que é apaixonado por ela: um médico americano-coreano Henry Kim, interpretado por Daniel Henney, que atualmente participou de produções norte-americanas, como Criminal Minds, Operação Big Hero, e a coreana Dear My Friends.

Fechando esse cenário de quadrado amoroso, já dá para ter uma noção de quantas emoções rolam até o final da história, não é? É bem doce, e os personagens têm suas evoluções, mesmo a rival chatinha e enjoada, que tem um lado especial para mostrar para o médico.

Músicas muito envolventes e marcantes (que apareceram inclusive como referência em doramas recentes), bichinhos de pelúcia característicos que viram símbolo do casal (no caso, esse porcão lindo da foto), carona nas costas, sogras diabólicas, rivais sonsas, amor platônico bonitão second lead, crianças que não falam por causa de um trauma, passado trágico que tornou um playboy em bad boy, doenças graves e namoro de mentira – uma receita seguida até hoje por comédias românticas. Tudo isso traz motivos para ver esse drama, que apesar de não ser atemporal de maneira nenhuma, dá um ar de nostalgia da antiga era dos dramas.

Puxões no braço, grito com mulher e outros machismos intoleráveis estão lá, mas temos uma protagonista inesquecível e forte. Se você quiser ter um gostinho diferente do passado, Meu nome é Kim Sam Soon é uma comédia romântica excelente, com músicas marcantes, e que inspira, até hoje, muitas tramas que vemos por aí. Encerro com a música tema (Clazziquai – She Is), que foi cantada por uma das amigas em uma noite de bebedeiras em Oh My Twenties. Fica aí também um MV com cenas da série para te animar.

E ninguém nunca vai conseguir superar ESSE tema de comédia:

3 comentários em “Resenha de My Name Is Kim Sam Soon: Hyun Bin, de Pousando no Amor, já foi oppa lixo em dorama icônico de 2005

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